Grafia de palavras de origem estrangeira confunde brasileiros

Muçarela? Nhoque? Champinhom? Xampu? Todas estão certas, de acordo com o dicionário. Mas muitas pessoas acham que não é assim que se escreve.

Domingo passado, quando o Fantástico exibiu uma reportagem em que estava escrito muçarela com cedilha, durante o teste dos queijos, muita gente estranhou.

Está no dicionário: muçarela, com “u” e “ç”. Tem um monte de palavras que a gente acha que tem que escrever de um jeito, mas é de outro.Pior é que se fosse só muçarela, tudo bem. Mas tem um monte de palavras que a gente acha que tem que escrever de um jeito, mas vai de outro, como “bufê” e “nhoque”.E o champinhom? “Champignon é em francês. Champinhom é em português”, explica Tadeu Schmidt. “Não, não, em português é cogumelo”, brinca um senhor.

Nós temos a forma estrangeira e a forma portuguesa. Qual está correta? “O grande juiz é o uso, porque a língua está a serviço da sociedade”, explica o filólogo e membro da Academia Brasileira de Letras Evanildo Bechara.

Xampu é outra palavra que confunde as pessoas. “As duas formas estão certas”, diz uma funcionária de salão de beleza.

No salão, tudo OK. Mas e na loja de consertos? Como trocar “o fecho ecler”? “Na verdade, é zíper”, diz uma funcionária da loja.

Um vem do inglês e o outro do francês. “’Éclair’, em francês, significa ‘relâmpago’. É um fecho relâmpago, rápido”, explica Tadeu Schmidt.

Às vezes o negócio tem que fechar rápido mesmo. “Ao invés de escrever ‘fecho ecler’, pode escrever ‘Mamãe vem aí’. Aí fecha rápido”, brinca Tadeu Schmidt.

Evanildo Bechara dá uma dica para quem quer escrever uma palavra e não sabe se escreve da forma estrangeira ou da forma da língua portuguesa: “Procurar os dicionários”.

Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1669474-15605,00.html



Luiz Fernando Casanova Doin
Autor: Luiz Fernando Casanova Doin
é fundador e sócio-diretor da BTS – Business Translation Services, empresa de tradução sediada em São Paulo com mais de 15 anos de existência e mais de 5.000 clientes atendidos. Formado em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (USP) e em Comunicação Social com ênfase em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), é um apaixonado pela área de tradução e um estudioso do setor que procura aliar seus conhecimentos acadêmicos e experiência à prática tradutória.

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