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Mercado demanda tradutores e intérpretes para as duas competições esportivas mundiais

Sobre o autor

BTS: Luiz Fernando Casanova Doin

Luiz Fernando Casanova Doin

é fundador e sócio-diretor da BTS – Business Translation Services, empresa de tradução sediada em São Paulo com mais de 15 anos de existência e mais de 5.000 clientes atendidos. Formado em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (USP) e em Comunicação Social com ênfase em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), é um apaixonado pela área de tradução e um estudioso do setor que procura aliar seus conhecimentos acadêmicos e experiência à prática tradutória.

A imagem do ex-presidente Lula chorando ao discursar depois do anúncio do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 ficou na memória de muitos brasileiros. Na cena, além das lágrimas, é emblemático o fone de ouvido usado por Lula para ouvir a tradução das perguntas feitas por jornalistas. Já era um indício de como será fundamental o trabalho de tradutores e intérpretes nos períodos de preparação e realização, no Brasil, de dois dos maiores eventos esportivos do mundo – as Olimpíadas e a Copa do Mundo de 2014.

O mercado já apresenta uma demanda crescente desses profissionais. Além da escolha do país para receber as competições, o bom momento da economia brasileira tem atraído empresas multinacionais, investimentos estrangeiros e turistas de todas as partes do mundo. Para completar o cenário, o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking da Associação Internacional de Congressos e Convenções (AICC), devido ao número de eventos, congressos e palestras internacionais realizados por aqui.

Tudo isso contribui para que a profissão de tradutor e intérprete seja considerada uma das carreiras mais promissoras para os próximos anos e que o setor movimente grandes recursos nesse período. Além dos serviços de tradução simultânea, espera-se um aumento na busca por tradução de sites, contratos e documentos oficiais; a implantação de softwares de empresas multinacionais e o acompanhamento de reuniões internacionais e de atividades turísticas.

Apesar de ser uma oportunidade de ouro, o principal entrave para a expansão desse segmento é a carência de profissionais no mercado, tanto em quantidade quanto em qualidade. Ter acesso a dados oficiais não é fácil – até o fechamento da edição, a Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes (Abrates) não havia retornado o pedido de informações –, mas Pérsio Burkinski, diretor-fundador da Millennium Traduções e Interpretações, confirma o problema. “Infelizmente, não temos suficientemente bons tradutores e intérpretes. Faltam profissionais no mercado brasileiro e muitos acham que basta falar um outro idioma para trabalhar no ramo.”

Para Pérsio, há um desconhecimento em relação ao que é necessário para atuar como tradutor e intérprete. A profissão não tem regulamentação ou exige diploma específico. Existem (poucos) cursos de graduação e pós-graduação em tradução e interpretação, mas o mais comum é a formação em letras. Nada impede, porém, que pessoas formadas em outras áreas exerçam a profissão, desde que tenham o foco no estudo de línguas.

Confiança

Além da fluência em outros idiomas, contam pontos para o profissional conhecer a cultura e os costumes estrangeiros e ter experiência internacional, a fim de garantir um vocabulário mais amplo e maior confiança para a tradução. O investimento em estudo e viagens pode ser compensado pela remuneração de tradutores e intérpretes. O salário inicial é, em média, R$ 2 mil, mas, devido à falta de profissionais qualificados, quem já tem experiência e boa rede de contatos pode ganhar até R$ 15 mil por mês.

Fontehttp://www.em.com.br/app/noticia/economia/2011/01/09/internas_economia,202649/mercado-demanda-tradutores-e-interpretes-para-as-duas-competicoes-esportivas-mudiais.shtml

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