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Faturando com as letras

Sobre o autor

BTS: Luiz Fernando Casanova Doin

Luiz Fernando Casanova Doin

é fundador e sócio-diretor da BTS – Business Translation Services, empresa de tradução sediada em São Paulo com mais de 15 anos de existência e mais de 5.000 clientes atendidos. Formado em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (USP) e em Comunicação Social com ênfase em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), é um apaixonado pela área de tradução e um estudioso do setor que procura aliar seus conhecimentos acadêmicos e experiência à prática tradutória.

A maior inserção das empresas brasileiras no mundo aumenta a procura por tradutores especializados. A remuneração mensal chega a 15 000 reais

O mercado de tradução está aquecido no país, principalmente em função das oportunidades de negócios nas áreas de transporte, TI, telecomunicações, energia e pré-sal. As companhias buscam posicionamento no exterior com a tradução de seus websites e com a conversão para idiomas estrageiros de contratos e documentos nas mais diferentes áreas de conhecimento.

O Brasil também tem sediado mais congressos e seminários internacionais, ocupando o 7o lugar no ranking da Associação Internacional de Congressos e Convenções. Os principais idiomas ainda são o inglês e o espanhol, somando 60% da demanda. Em seguida, estão o alemão e o francês. Esse movimento tem gerado maior procura das companhias por tradutores especializados. A faixa de salário de um profi ssional da área depende de sua capacidade de produção.

Os tradutores recebem por lauda (1 200 caracteres sem espaço e 25 linhas) e quanto mais produzem mais ganham. Um profi ssional experiente pode produzir de 80 a 100 laudas por mês (trabalhando de oito a dez horas por dia útil) e pode lucrar ainda mais caso se especialize em alguma área técnica, como a jurídica, ou na conversão de idiomas raros, como o árabe. Os contratados, inicialmente, recebem 2 500 reais. Os já posicionados no mercado e com maior bagagem de conhecimento podem montar sua rede de contatos, trabalhando como freelance, chegando a ganhar até 15 000 reais por mês. É importante ter um bom conhecimento da língua-meta e a da língua-fonte, como se diz no jargão do meio.

“Apesar de não ser estritamente necessário, é desejável ter uma formação universitária na área de tradução”, diz Paulo Henriques Britto, professor de letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Apesar de a profi ssão não ser regulamentada, os aspirantes podem buscar informações sobre a área no Sindicato Nacional de Tradutores (Sintra), criado em 1988.

Com sede no Rio de Janeiro e nenhuma fi lial nos outros estados, o órgão conta hoje com 400 fi liados. Não há a exigência de diploma ou curso superior para se tornar tradutor. Porém, os departamentos de RH das empresas fazem diversos testes para comprovar a fl uência e o conhecimento do candidato, não valendo a fórmula mágica dos tradutores online.

ESPECIALIZE-SE

O australiano ANTHONY ROSENBERG, de 41 anos, chegou ao Brasil em 1992. Veio a passeio e acabou ficando. Estudioso de sua língua pátria, ele investiu em cursos de tradução, tornando-se referência no mercado. Especializado em traduções jurídicas e financeiras, Anthony hoje é contratado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Ele também é professor do curso de inglês jurídico na Fundação Getulio Vargas, e diz que não basta saber falar ou ler em inglês para se profissionalizar na área. “Se você quiser se especializar em tradução financeira e jurídica, precisa ler muito, estudar e praticar todo dia.”

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/faturando-letras-609842.shtml

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