A “qualidade” da tradução

A qualidade da traduçãoBasta dar uma rápida olhada nos sites de empresas de tradução para perceber que todas elas mencionam como diferencial o fato de oferecerem traduções de qualidade. Isso pode ser verdade, ou pura jogada de marketing…Afinal de contas, nenhuma empresa vai dizer que oferece traduções de má qualidade!

Mas afinal, o que é uma “tradução de qualidade”? Difícil definir, não acha? É muito mais fácil explicar o que é uma tradução de má qualidade. Um colega e proprietário de uma pequena empresa de tradução certa vez me disse algo interessante: “qualidade é aquilo que o seu cliente percebe”. Refletindo friamente, ele tem razão!

Este colega citou como exemplo uma série de traduções juramentadas que realizava para um banco. Segundo ele, dificilmente alguém iria ler aqueles documentos, que estavam sendo traduzidos para atender uma exigência regulamentar. Portanto, em sua opinião, bastava não errar números nem datas e não cometer erros ortográficos que estava tudo bem. Achei sua declaração chocante, mas, por incrível que pareça, o cliente aparentemente estava satisfeito com a “qualidade” desses serviços de tradução.

Considero-me um purista, pois para mim, independentemente do cliente ler ou não a tradução, ter ou não condições de avaliá-la tecnicamente, ou da sua finalidade, tenho que oferecer a melhor tradução possível! Porém, o mercado de tradução parece levar a afirmação do meu colega em conta. Conheço pseudo empresas de tradução que utilizam o Google Translator e revisores internos para “arrumar” a tradução eletrônica e entregá-la aos clientes. O resultado é sofrível, mas partindo do ponto de vista de que o que vale é a qualidade “percebida”, essas empresas estão sobrevivendo e prosperando.

Há pouco tempo, ouvi outro exemplo dessa realidade de um de nossos próprios clientes. A empresa possui três fornecedores de tradução, e o solicitante teve a pachorra de me dizer explicitamente que utilizava a nossa empresa para traduções de maior visibilidade e duas concorrentes de preço inferior para o que ele chamou de “traduções internas”. Em outras palavras, ele contrata uma empresa de melhor qualidade (e mais cara) para as traduções que serão lidas pelo público externo e utiliza fornecedores de custo mais baixo para as traduções voltadas para o público interno.

Resumo da história: há quem leve gato por lebre e ache que o felino está de bom tamanho.

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Luiz Fernando Casanova Doin
Autor: Luiz Fernando Casanova Doin
é fundador e sócio-diretor da BTS – Business Translation Services, empresa de tradução sediada em São Paulo com mais de 15 anos de existência e mais de 5.000 clientes atendidos. Formado em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (USP) e em Comunicação Social com ênfase em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), é um apaixonado pela área de tradução e um estudioso do setor que procura aliar seus conhecimentos acadêmicos e experiência à prática tradutória.

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