Site em português Site em inglês
BTS - Business Translation Services 11 3289.2289
info@btsglobal.com.br
Google Plus Linkedin Twitter Facebook
Empresa de Tradução com mais de 15 anos e 5.000 clientes atendidos.

Idiomas oferecidos

Tradução para português Tradução para inglês Tradução para espanhol Tradução para italiano Tradução para alemão Tradução para francês
Publicado por Luiz Fernando Casanova Doin, em 08/11/2012, na(s) categoria(s): Notícias.

MinC anuncia em Paraty R$ 3,2 milhões para tradução

Entre os preparativos para a Feira de Frankfurt de 2013, que terá o Brasil como homenageado, governo e mercado editorial aproveitam a Flip para, mais uma vez, tentar executar um programa de incentivo à publicação de livros brasileiros no exterior.

O presidente da Biblioteca Nacional (BN), Galeno Amorim, deve anunciar hoje, em Paraty, verba de R$ 12 milhões para bancar traduções e reedições de obras brasileiras até 2020. A BN promete dobrar em 2011 os R$ 500 mil destinados às 68 bolsas de tradução de 2010.

De 2001 a 2010, a BN concedeu 160 bolsas, no total de R$ 1,3 milhão. Os valores anuais devem subir até atingir R$ 1,4 milhão em 2020.

A meta é chegar a 2013 com cerca de 250 obras publicadas, a um custo de R$ 3,2 milhões, segundo informou Amorim à Folha. O valor é mais do que o dobro daquilo gasto pela Argentina para incentivar a publicação de 291 títulos no exterior.

O apoio à tradução garante a publicação de literatura de qualidade escrita em línguas periféricas, como o turco, o holandês ou o húngaro. Idiomas que vêm perdendo projeção, como o italiano, o francês e o alemão, também contam com incentivos para conter o predomínio do inglês.

Boa parte dos livros de autores não anglófonos da Flip 2011 contou com apoio de seus países, caso do húngaro Péter Esterházy, do português valter hugo mãe e da colombiana Laura Restrepo.

BEST-SELLERS

Até agora, os brasileiros que emplacaram livros no exterior são best-sellers ou tiveram o empurrão de editores, professores e tradutores.

Milton Hatoum e Marcelo Ferroni, da Companhia das Letras, e Edney Silvestre e Alberto Mussa, da Record, conseguiram, com a força de suas editoras, emplacar seus livros mais recentes lá fora.

O best-seller “Estação Carandiru” (Cia. das Letras), de Drauzio Varella, acaba de ser vendido para os EUA.

O mesmo não ocorre com traduções mais caras, como os catataus “O Paraíso É Bem Bacana” (Cia. das Letras), de André Sant’Anna, e “Pornopopéia” (Objetiva), de Reinaldo Moraes.

Segundo a pesquisa Conexões, que o Itaú Cultural acaba de divulgar, as bolsas de tradução são o melhor meio para a divulgação da literatura nacional fora do país, mais do que a criação de cátedras ou a implantação de programas de intercâmbio cultural.

Na pesquisa, professores, editores e tradutores apontam a língua como um entrave para a projeção literária brasileira. Poucos editores leem português e podem contar com um bom tradutor.

A Brazilian Publishers, entidade do mercado editorial, convidou jornalistas americanos e europeus para conhecer e debater a literatura brasileira durante a Flip.

A Argentina, que se beneficia do alcance do espanhol, lançou em 2009 o Programa Sur para se preparar para a Feira de Frankfurt de 2010, em que foi homenageada.

Gabriela Adamo, diretora-executiva da fundação El Libro, comemora o sucesso do Sur. Em menos de dois anos, com verba de R$ 1,25 milhão o programa promoveu a edição de 291 livros em 37 países, inclusive para o inglês –o que é raro– e idiomas como o coreano, o taiwanês e o ucraniano.

“O único fracasso seria se o programa não fosse mantido”, diz Adamo. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/939424-minc-anuncia-em-paraty-r-32-milhoes-para-traducao.shtml

No Comments »

No comments yet.

Leave a comment