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Publicado por Luiz Fernando Casanova Doin, em 08/11/2012, na(s) categoria(s): Notícias.

Intérprete de Lula para surdos adapta palavrão do presidente

MELINA CARDOSO
colaboração para a Folha Online

Nesta quinta-feira (11) durante seu discurso em São Luís, no Maranhão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou um palavrão durante a cerimônia de assinatura de contratos do programa Minha Casa, Minha Vida. Lula afirmava que nenhum outro governo havia investido tanto em saneamento básico e disse que iria “tirar o povo da merda”.

Assim como em todos os discursos oficiais, este foi interpretado por um profissional de Libras (Língua Brasileira de Sinais, utilizada por surdos) que trabalha Brasília, nos estúdios da NBR, a TV do Governo Federal. Durante a fala de Lula, José Ednilson Júnior, interpretou que a intenção do presidente era tirar o povo do esgoto.

A Libras, ao contrário do que muitos pensam, não é apenas uma mímica usada pelos surdos para facilitar a comunicação. Ela possui estrutura gramatical própria com níveis linguísticos como fonológico, morfológico, sintático e semântico.

Para o vice-presidente da Federação Brasileira de Tradutores e Intérpretes de Libras, José Ednilson Júnior, que atuou no discurso presidencial, interpretar não pode ser ao pé da letra. Segundo ele, é preciso ter bom senso para escolher quais sinais deverão ser usados.

“A Língua Brasileira de Sinais está em constante evolução. Devemos lembrar que ela não é uma ciência exata, é humana e que as palavras são relativas” ressalta.

Para a intérprete de sinais Rebeca Nemer, há casos em que uma palavra em português exige vários sinais para que seja compreendida por um surdo. Profissional da área há mais de 15 anos, ela explica que interpretar em Libras não é traduzir palavra por palavra e sim trazer o sentido do discurso, em geral.

“No Brasil os intérpretes devem ser super-heróis e especialistas das especialidades”, ressalta Nemer ao afirmar que em países como os Estados Unidos, há um profissional exclusivo para cada área, seja política, saúde ou cultura”.

Surda oralizada, a coordenadora de inclusão do Centro Universitário Santana, em São Paulo, Sueli Ramalho Segala afirma que a Língua de Sinais não tem nada a ver com o português. “A tradução não deve ser ao pé da letra. Dessa forma eu não entenderia. Prefiro a estrutura da minha língua e só com a metáfora consigo entender a mensagem”, conclui.

Reconhecimento

Em setembro deste ano, a Câmara Federal aprovou o reconhecimento da profissão de intérprete de Libras. Entre os atributos, o profissional deve ter curso superior de tradução e interpretação, com habilitação em Libras, ou nível médio, desde que tenha obtido formação até 2015.

O decreto — que tramita atualmente no Senado Federal — também prevê regras de transição para quem não tem o curso superior.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u665490.shtml

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