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Publicado por Luiz Fernando Casanova Doin, em 10/04/2011, na(s) categoria(s): Blog de tradução, Profissão de tradutor.

O que é necessário para ser um bom tradutor?

O que é necessário para ser um bom tradutorPrezados senhores,

Sou secretária bilíngue da Empresa X e também faço traduções no meu tempo livre. Segue em anexo meu CV para uma possível colaboração.
Atenciosamente,

Fulana de tal

É comum recebermos e-mails como esse. Uma secretária bilíngue que também realiza traduções, provavelmente para complementar a sua renda. Só há um problema: na nossa empresa, não queremos tradutores em tempo parcial. Queremos tradutores profissionais, que se dedicam à profissão em tempo integral, especializados, que fazem cursos de atualização; enfim, que vivem e respiram tradução.

Mas afinal, o que é necessário para ser um bom tradutor? Pelo parágrafo acima já ficou claro que dedicar-se em tempo integral, de corpo e mente, é um dos requisitos, como em qualquer profissão. Mas isso não basta. Com base na minha experiência de mais de 10 anos recrutando e garimpando talentos na área de tradução, segue abaixo uma lista do que considero fundamental para ser um bom tradutor:

1. Escrever bem.

É impossível traduzir bem se o tradutor não redige bem. Uma ótima redação é um requisito fundamental para qualquer bom tradutor. Costumo pedir aos tradutores iniciantes para fazer uma redação antes mesmo de solicitar qualquer tipo de tradução. Eles me olham com uma cara de espanto, como se estivessem voltando ao período do vestibular. Muitos não associam a importância de escrever bem com o seu ofício de tradutor, mas uma redação ruim geralmente significa uma tradução sofrível.

2. Ler muito.

Esse item está diretamente associado ao anterior. Para escrever bem, é necessário ler bastante. Portanto, minha sugestão é ler o máximo que você puder – livros, revistas, jornais, etc. Ler enriquece o vocabulário e aumenta o conhecimento e cultura geral. Sua redação certamente vai melhorar, assim como o seu repertório linguístico.

3. Manter-se sempre atualizado.

Mais uma vez esse item está ligado ao anterior. Um tradutor precisa estar bem informado, e, portanto, precisa ler muito. Manter-se atualizado faz parte da rotina diária do tradutor. Afinal de contas, ele provavelmente vai receber traduções relacionadas a temas atuais, que estão sendo debatidos nos meios de comunicação, e conhecer bem o assunto já é meio caminho andado.

4. Saber pesquisar

Por mais que o tradutor domine um determinado assunto, sempre surgirá algum termo ou expressão cuja tradução ele desconhece. É aí que entra a sua habilidade em pesquisar. O Google costuma ser a grande fonte de referência, mas há muitas outras, como os glossários on-line, Wikipedia (apesar de algumas barbaridades que ela traz), etc. Atualmente, com a Internet, quase sempre é possível encontrar respostas para as dúvidas de tradução. Portanto, não há mais desculpas: basta saber explorar o vasto material disponível on-line. Sem falar dos dicionários especializados, que devem fazer parte da sua biblioteca.

5. Recorrer a colegas e listas de tradutores

Se a dúvida ainda persistir, por mais que o tradutor tenha pesquisado, ainda é possível recorrer a colegas. Portanto, o “networking” com seus pares deve ser o mais amplo possível, pois sempre haverá alguém que sabe a resposta para a sua dúvida. Outra boa dica é participar de listas de tradutores. Cito como exemplo a trad-prt, mas há muitas outras. Lá o tradutor pode enviar uma dúvida para centenas de colegas e obter a tão difícil resposta.

6. Especializar-se

Sempre pergunto ao tradutor que estou recrutando quais são as suas áreas de especialização. E, para meu total espanto, muitas vezes recebo respostas como: “Traduzo em todas as áreas”, ou “Sou especializado em finanças, culinária, medicina, mecânica automotiva, química, biologia, astrofísica, futebol, contratos e também na área de ciências sociais”. Sinceramente, desconfio. Pior, respostas como essas geralmente me levam a simplesmente desconsiderar esses candidatos. Na nossa empresa, temos tradutores que trabalham exclusivamente na área médica, outros fortemente centrados na área jurídica, e assim por diante. Por mais que um tradutor possa ser polivalente, ele deve ter uma área de especialização e concentrar suas traduções nessa área. Cito como exemplo o meu amigo e excelente tradutor, Márcio Badra, ex-executivo de bancos que naturalmente se especializou na área financeira, com grande sucesso, visto que domina o jargão e, mais do isso, sabe muito bem o que está traduzindo.

7. Fazer cursos de especialização ou reciclagem

Mais uma vez, esse item vale para qualquer profissão, mas o tradutor não pode se esquecer dele. Seja um curso sobre a nova reforma ortográfica, técnicas de tradução, terminologia jurídica ou programas de tradução assistida por computador, como, por exemplo, os ministrados pelo Danilo Nogueira, que entende muito de programas como Trados, Wordfast ou Déjà Vu, aprimorar-se é fundamental. Gostaria de fazer uma menção especial aos cursos da Alumni, principalmente o de formação de tradutores e intérpretes, que considero excelente.

8. Dominar a informática

Vou dar um exemplo trágico. Enviamos um arquivo em Word para uma tradutora que estava realizando seu primeiro trabalho para nós. O arquivo era todo formatado, com várias palavras e títulos em negrito, itálico, fontes diferentes, índice remissivo gerado automaticamente, etc. Quando recebemos o texto de volta, ele veio totalmente desconfigurado, sem os negritos, itálicos, fontes diferentes, etc. Fiquei perplexo. Liguei imediatamente para a tradutora e recebi a seguinte (e bizarra) resposta: “Imprimi o arquivo em Word e traduzi a partir da versão impressa, pois é assim que trabalho”. Sem comentários. Nem preciso dizer que essa foi a primeira e última tradução que essa profissional (???) realizou para nós.
Dominar pelo menos o pacote Office é básico. Se eu envio um arquivo em um determinado formato (exceto em pdf, claro), espero recebê-lo no mesmo formato. Portanto, saber utilizar bem o Word, Excel ou PowerPoint deve ser algo trivial.

9. Conhecer e saber usar algum programa de tradução assistida por computador (Trados, Wordfast, Déjà Vu, etc.)

Como proprietário de uma empresa de tradução, costumo ouvir os tradutores reclamar que “são obrigados a trabalhar com o Trados (ou Wordfast, etc.), uma vez que a agência X para a qual eles trabalham exige”. O programa é visto como o vilão da história. A agência utiliza-o para ganhar dinheiro em cima do pobre tradutor. Isto até pode ser verdade em alguns casos, mas os tradutores aparentemente negligenciam o ponto principal: esses programas são ferramentas de produtividade, ou seja, servem para AUMENTAR o rendimento dos profissionais de tradução. Portanto, independentemente de se estar trabalhando para uma agência ou para um cliente direto, utilizá-los significa em última análise ser mais produtivo, o que por sua vez representa mais $$$.
Não consigo conceber o tradutor de hoje trabalhar “na unha”, sem utilizar um programa como esse. Ele aumenta a produtividade, uniformiza a terminologia, economiza um bocado de digitação (no caso de números, por exemplo), dentre outros inúmeros benefícios. Portanto, o tradutor deve deixar seu ceticismo de lado e utilizá-lo.

10. Estar sempre muito atento e ser perfeccionista

Esse item pode parecer um exagero, mas, na minha opinião, estar sempre atento é fundamental para ser um bom tradutor. Perdi a conta do número de vezes em que vi tradutores simplesmente pular uma palavra (ou até mesmo uma frase!) em uma tradução, ou digitar uma data errada (o que é ruim em uma tradução simples, mas mortal na juramentada), ou ainda cometer erros crassos de concordância. O tradutor deve estar muito atento ao traduzir e reler sua tradução com atenção redobrada. Indo um pouco além, ele deve ser um perfeccionista, visando entregar uma tradução perfeita, pois tanto as agências quanto os clientes diretos esperam receber um trabalho impecável, sem erros, que gere a menor revisão possível, e esse deve ser o padrão que o tradutor deve buscar.

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