Site em português Site em inglês
BTS - Business Translation Services 11 3289.2289
info@btsglobal.com.br
Google Plus Linkedin Twitter Facebook
Empresa de Tradução com mais de 15 anos e 5.000 clientes atendidos.

Idiomas oferecidos

Tradução para português Tradução para inglês Tradução para espanhol Tradução para italiano Tradução para alemão Tradução para francês
Publicado por Luiz Fernando Casanova Doin, em 27/05/2010, na(s) categoria(s): Blog de tradução, Preços de Tradução.

O famigerado “menor preço global”

O famigerado menor preço globalAlgumas vezes, gostaria muito que a tradução fosse um produto “tangível”. Na verdade, gostaria que a tradução fosse como um carro. Quando um cliente compra um automóvel, ele compara suas características: design, espaço interno, potência do motor, economia, etc. Ele sabe muito bem a diferença entre um BMW e um Fusca. Infelizmente, ao contratar um serviço de tradução, muitos clientes não têm ideia do que estão levando.

As empresas, principalmente aquelas que contratam por intermédio do seu Departamento de Compras, estão adquirindo serviços de tradução como se eles fossem uma commodity. É mais ou menos assim: “me vê aí 20 laudas de tradução português-inglês”. O critério de decisão: “o menor preço global”. Em outras palavras, ganha quem oferecer o menor valor total. Mas será que elas sabem o que estão contratando? Sinceramente, duvido.

Uma vez que a tradução é um serviço intangível, o contratante não tem condições de comparar de antemão a qualidade da Empresa A com a da B ou C. E se o critério é o famigerado “menor preço global”, tenho certeza que eles levam Fuscas e acreditam estar comprando BMWs.

Nossa empresa dificilmente oferecerá o “menor preço global”, mas acredito que podemos oferecer a “melhor relação custo-benefício” (bem diferente, não acha?). Além disso, quem quer pagar o menor valor possível certamente comprará Fuscas (e talvez só perceba isso quando receber o serviço de tradução).

Em resumo, cabe a nós, agências de tradução e tradutores freelancers, orientar os clientes sobre o que eles estão comprando. Se eu cobro X e outra empresa cobra 60% de X, algo aparentemente está errado. Pois recentemente um dos nossos clientes ligou se desculpando, dizendo que “dessa vez infelizmente não vamos poder fazer a tradução com vocês, já que encontramos outra empresa com um orçamento 40% menor”. Estranho, não é? Não para esse cliente, que muito provavelmente trocou um BMW por um Fusca.

Tradução certamente não é commodity. Os clientes muitas vezes só percebem isso quando recebem um serviço ruim. É muito importante instruirmos as empresas e seus respectivos departamentos de compras, já que alguns compradores não têm a mínima ideia do que estão adquirindo. Aliás, isso vale não somente para tradução, mas também para os serviços “intangíveis” em geral.

Mas como podemos fazer o cliente “visualizar” nosso excelente serviço de tradução? Há inúmeras opções: oferecer-se para fazer um pequeno teste de tradução, apresentar o currículo do tradutor que realizará o serviço de tradução, mostrar alguns casos de sucesso no setor do cliente (desde que não haja problemas de confidencialidade) ou até mesmo oferecer algumas referências de clientes bem atendidos e satisfeitos na área (novamente, desde que não haja questões de confidencialidade e que os clientes atendidos sejam previamente consultados e se ofereçam a confirmar suas credenciais).

PS.: Em tempo, gostaria de deixar bem claro que não tenho nada contra o Fusca (aliás, considero-o um carro bem simpático), mas convenhamos que na comparação com um BMW, ele está muito atrás (assim como uma tradução excelente comparada com outra medíocre).

No Comments »

No comments yet.

Leave a comment