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Publicado por Luiz Fernando Casanova Doin, em 07/03/2011, na(s) categoria(s): Blog de tradução, Mercado de tradução.

E o mercado de tradução? Vai bem, obrigado.

O mercado de tradução vai muito bem.Acompanho o mercado de tradução há mais de 10 anos, e a palavra CRISE certamente esteve presente em cada um deles. No entanto, os fatos demonstram o contrário: o mercado está crescendo, e muito. Segundo a Common Sense Advisory, empresa independente que analisa o mercado de traduções, a expectativa para 2012 é que ele atinja US$ 25 bilhões mundialmente. Nada mal…Além disso, trata-se de um mercado extremamente democrático: há espaço para as agências de tradução, para os tradutores freelancers, para os bons, para os ruins, para os caros, para os baratos, para os sérios, para os picaretas (infelizmente!). Enfim, há um pouco de tudo, ao gosto do freguês.

O fato de o mercado ser democrático significa que sofremos concorrência predatória de empresas de tradução focadas exclusivamente no preço; mas significa também que temos espaço entre as empresas que buscam uma agência de tradução séria e que ofereça traduções de qualidade. Quando afirmo que há espaço para todos, quero dizer que cada um acaba ocupando um determinado “nicho”.

Ouço constantemente que existem tradutores aviltando o mercado, cobrando preços ridículos. Eles realmente estão por aí (assim como há agências nessa categoria), mas não acredito que sejam NOSSOS concorrentes. Ocupam outro nicho de mercado. Talvez isso explique por que uma determinada empresa de tradução cobre X e outra cobre 4X e a segunda esteja repleta de trabalho. O mercado é bem segmentado.

Também venho observando que a demanda não se distribui uniformemente ao longo do tempo. Há picos e vales: períodos de forte demanda intercalados por outros mais calmos. O que é interessante observar é que nos momentos de demanda elevada, parece que todos os tradutores estão ocupados, enquanto que nos períodos de “seca” recebemos inúmeros telefonemas solicitando trabalho. Aparentemente a maré do mercado é igual para todos (quando está alta, todo mundo está trabalhando, quando está baixa, impera alguma ociosidade).

Talvez as agências de tradução sintam menos essa dinâmica de mercado que os tradutores freelancers, uma vez que trabalhamos com várias combinações de idiomas e setores. Algumas vezes, enquanto as traduções inglês-português estão fracas, as versões português-inglês estão aquecidas, e vice-versa. Por outro lado, como “carregamos” uma estrutura empresarial, precisamos traduzir um número mínimo de laudas/palavras para atingir o nosso ponto de equilíbrio, o que certamente coloca pressão sobre as agências em possíveis momentos de crise.

Estou muito otimista em relação ao comportamento futuro do mercado, pois nossa demanda vem crescendo continuamente, levando-nos a ampliar nossa equipe de tradutores, gerentes de projeto, revisores, etc. Infelizmente, não há estudos sobre o mercado brasileiro e latino-americano de tradução (ou, se eles existem, não consegui encontrar nada a respeito nas minhas pesquisas) para corroborar as minhas afirmações, e minhas observações nesse artigo são meramente empíricas, baseadas na nossa experiência.

Para resumir, traço o seguinte panorama do mercado brasileiro de tradução: ele está crescendo, é marcado por oscilações (que chamei de picos e vales) na demanda, algo que precisamos estar acostumados, pois esse comportamento coloca uma forte pressão tanto nos tradutores freelancers quanto nas agências de tradução, que de uma hora para outra recebem uma enxurrada de trabalhos; é bem segmentado, ou seja, há vários nichos a serem ocupados e vive um ótimo momento.

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