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Publicado por Luiz Fernando Casanova Doin, em 07/07/2011, na(s) categoria(s): Agências de tradução, Blog de tradução.

Agências e tradutores: aliados ou inimigos?

Agências de tradução e tradutores: aliados ou inimigos?Considero que temos um ótimo relacionamento com nossos tradutores, muitos dos quais verdadeiros amigos; mas devo admitir que a relação entre agências e tradutores pode ser tensa, e algumas vezes repleta de acusações mútuas.

Pois então vamos lá. Muitos tradutores enxergam as agências de tradução como meras intermediárias, que simplesmente os exploram. Certa vez, em uma dessas listas de tradutores, um tradutor se saiu com esta: “as agências deveriam cobrar uma margem de 30% sobre o nosso trabalho, pois isso já é mais do que suficiente para elas terem lucro”. Deixando de lado a visão míope do colega, vou voltar aos meus tempos de faculdade (sou formado em Administração de Empresas). Mais especificamente, para uma aula onde o tema era: Qual é o objetivo de uma empresa? A resposta: “maximizar a riqueza do acionista” (ou maximizar a riqueza dos sócios, no caso de uma empresa de capital fechado). Em outras palavras, o objetivo de uma empresa é DAR LUCRO, pois só assim ela pode prosperar e se perpetuar. Sendo esse o objetivo fundamental de uma corporação, vamos voltar à proposta do colega da lista: colocar uma margem de 30% sobre o preço cobrado pelos tradutores. Certo? Errado! Se o objetivo de uma empresa é maximizar a riqueza do seu acionista, quanto mais ela lucrar, melhor. Então, por que não 60%, 100% ou até 1000%?

Meu objetivo com a pergunta acima não foi chocar ou revoltar os tradutores, mas simplesmente expor uma verdade quase absoluta: no mundo capitalista atual, as empresas estão aí para ganhar dinheiro e lucrar o máximo que puderem. Essa constatação, por si só, não pode ser vista como algo errado ou imoral. Se uma companhia consegue lucrar 100% eticamente no concorrido mercado globalizado atual, sorte dela, ou melhor, parabéns pela sua competência.

Tenho certeza que muitos de vocês ainda estão pensando: As agências lucram, pois exploram os tradutores. Verdade? Pode ser… Há várias empresas por aí pagando R$5,00 ou R$6,00 por lauda (ou algo como R$ 0,03-0,04/palavra) aos tradutores. Nesse caso, concordo que há exploração; mas também acho que quem aceita esses valores: 1. não tem a experiência ou qualificação necessária, 2. está desesperado ou 3. as duas alternativas anteriores (opção mais provável). Isso não afeta somente os tradutores, mas as agências sérias também. Afinal, se uma empresa paga R$ 6,00 por lauda, poderá, digamos, vender sua lauda por R$ 12,00, o que representa uma margem bruta de 100% e um preço para o cliente final muito baixo. Felizmente, esses clientes logo percebem que a tradução é uma porcaria e acabam procurando outro fornecedor.

Portanto, pode sim haver exploração, mas essa neura de saber quanto a empresa “ganha” em cima do tradutor deveria ser deixada de lado. Certamente as agências vão oferecer menos que um cliente direto. As razões para isso são claras: são elas que prospectam os clientes, arcam com os custos de marketing e publicidade, negociam, fecham e gerenciam os projetos de tradução e por fim realizam a cobrança. O tradutor se livra da parte “chata” e se concentra no que sabe fazer: traduzir. Agora, o valor que o tradutor está disposto a cobrar da agência de tradução versus do cliente direto acaba ficando a critério do próprio profissional.

Outro ponto que considero errado na percepção dos tradutores é que a agência é uma mera intermediária entre o tradutor e o cliente final. Não é bem assim… Vou dar um exemplo que vai deixar bem claro que a empresa de tradução AGREGA VALOR, tanto para o tradutor quanto para o cliente final. Costumamos receber relatórios financeiros para traduzir em formato PDF. O que fazemos então: temos um profissional que converte esse famigerado arquivo em .pdf para Word e o deixa bonitinho para ser enviado ao tradutor, que recebe um arquivo limpo, bem diagramado e pronto para ser traduzido (se ele recebesse esse mesmo trabalho diretamente do cliente final, teria que se virar com o arquivo em pdf mesmo). O arquivo é traduzido e enviado para nós. Ele passa então por um revisor da área financeira que vai revisá-lo (aqui certamente estamos agregando valor tanto para o cliente final quanto para o próprio tradutor que realizou o trabalho, que sabe que seu serviço será revisado/conferido). Uma vez que a tradução está finalizada, ela é enviada para um dos nossos diagramadores, que a remonta em PDF para entrega final (novamente estamos agregando valor para o cliente final, que receberá o arquivo traduzido e editorado).

O resumo da história é que devemos enxergar os tradutores como aliados e sermos vistos como tal. Afinal de contas, dependemos dos bons profissionais para ter sucesso e podemos oferecer um volume de trabalho significativo aos tradutores, ou seja, geramos demanda para eles. A nossa relação deve, antes de mais nada, ser profissional, envolvendo respeito, confiança mútua e, por que não dizer (apesar dessa palavra estar mais do que desgastada), parceria.

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